Transplante Capilar

O que é ?

O transplante de cabelo é hoje a cirurgia mais comum para calvície, para homens ou mulheres. Consiste em tirar fios de uma área do corpo, que chamamos de área doadora, e implantar em outra, que chamamos de área receptora. Quando se retira cabelos de um local para colocar no outro, o nome correto é “restauração” ou “transplante capilar”. Porém, um dos termos mais conhecidos é o “implante capilar” – que acaba sendo usado inclusive por especialistas, para conversar com pacientes, devido à sua popularidade.​

Existem duas técnicas para realizar a retirada de fios:

​1) FUT

– Transplante de Unidades Foliculares (FUT, em inglês). Nela, uma faixa de tecido do couro cabeludo repleto de fios é cortada e descolada da cabeça. A partir dela, são preparados enxertos menores, constituídos de um ou mais folículos. Como resultante desta retirada de uma faixa de couro cabeludo, posiciona-se uma cicatriz linear na parte posterior da cabeça. A principal desvantagem desta técnica é a cicatriz linear na área doadora, que impede o paciente de utilizar cortes de cabelo muito curtos.

2) FUE​

– Extração de Unidades Foliculares (FUE, em inglês). Nela, cada unidade folicular é extraída diretamente do couro cabeludo com uso de uma ferramenta de punção (microrotores), que faz um pequeno furo ao redor do folículo e puxa-o fio a fio. A vantagem é não deixar cicatriz na área doadora. É a técnica mais indicada atualmente por apresentar um excelente resultado estético, associado a uma recuperação mais rápida. O FUE é mais recente que o FUT – a primeira publicação científica é de 2002, enquanto que a técnica FUT existe desde o final da década de 1980.

A implantação das unidades foliculares é feita de formas diferentes: no FUT com uma ferramenta de punção, em um só movimento de furar (chamado de punch), é criado um microfuro no couro cabeludo e nele inserido o enxerto, técnica também conhecida como stick and place. No FUE é utilizado canetas que são carregadas com os enxertos, chamadas de implanters, técnica esta que trás mais naturalidade e menor distância entre os enxertos implantados.

História da Restauração Capilar​

Em 1939, o dermatologista japonês Dr. Shoji Okuda trabalhava com pacientes queimados quando teve a iniciativa de transplantar enxertos de pele de couro cabeludo sadio para as áreas queimadas. Ele notou que esses enxertos continuavam produzindo cabelos mesmo depois de transplantados. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele faleceu, sem ter considerado utilizar a técnica para o tratamento da calvície.

No começo dos anos de 1950, o dermatologista chamado Dr. Norman Orentreich, de Nova York, desenvolveu trabalhos na área, que foram rejeitados diversas vezes, pois os cientistas não creditavam em seus resultados. Ele se tornou o primeiro médico do mundo a utilizar a técnica de transplante capilar para o tratamento de calvície – conseguiu comprovar que, quando transplantado, o cabelo mantém as mesmas características da área de onde foi removido.

Inicialmente, ele usava punches de 4mm a 5mm de diâmetro para remover fragmentos arredondados de pele contendo as raízes dos cabelos da área doadora. Depois, com o mesmo instrumento, fazia orifícios nas áreas onde esses enxertos seriam transplantados. Cada fragmento tinha cerca de dez fios e eram transplantados em até 30 enxertos, ou seja, cada procedimento compreendia, no máximo, 300 fios de cabelo.

​Com o tempo, os punches se tornaram menores. O lado negativo é que o dano nas raízes no momento da extração era maior, já que era maior a quantidade de incisões.

A partir dos anos de 1980, esse problema foi parcialmente resolvido com o uso bisturi para a retirada da área doadora. Em seguida, ela era dividida em fragmentos com o ajude de lupas – eram os mini e micro grafts.

Em 1994, surgiu a microscopia na cirurgia de transplante capilar – Dr. Brad Limmer, dermatologista de San Antonio, descreveu a técnica de separação das unidades com microscópio. Ao identificar que os cabelos não saíam um a um, mas sim em grupos de até três fios, ele sugeriu o nome de “unidades foliculares”.

​​Megassessões​

São os procedimentos que ultrapassassem 1.000 unidades foliculares. Hoje, a cirurgia em media retira 2-2,5 mil unidades, podendo atingir 3 mil unidades em uma única sessão, o que significa de 1 mil a 5 mil fios transplantados.​​

Fatores de Risco

​Podemos pensar em cirurgia da restauração capilar como uma cirurgia menor em comparação aos principais tipos de transplante, como os de quadril ou de órgãos. Estas são cirurgias longas e complexas, enquanto o transplante de cabelo e outros tipos de cirurgia capilar são simples e têm se provado muito seguras.

No entanto, como em todas as cirurgias, quanto mais fatores de risco o paciente apresenta, maior a chance de complicações pós-operatórias.​

Enquanto alguns fatores associados ao procedimento cirúrgico, muitos deles estão associados ao paciente e aumentam o risco de infecção pós-operatória, sangramento excessivo e cicatrização demorada ou problemática.

O cirurgião determinará o grau de risco relacionado ao paciente com base nas informações prestadas por ele em sua avaliação. Alguns fatores de risco importantes são:​

– Uso prolongado do tabaco, especialmente o cigarro;
– Uso constante ou em grande volume de bebidas alcoólicas;
– Obesidade;
– Desnutrição, incluindo bulimia e anorexia;
– Uso de drogas imunossupressoras, incluindo corticosteroides e quimioterapia;
– Uso de alguns suplementos à base de plantas;
– Doença imunossupressora, como AIDS;
– Diabetes ou outra doença metabólica crônica;
– Doenças crônicas do coração, fígado, rins, pulmões ou sistema gastrointestinal;
– Infecções de pele crônicas ou recorrentes, tais como furúnculos;
– Infecções bacterianas ou virais crônicas ou recorrentes;
– Medicamentos que diminuem a capacidade de coagulação do sangue, tais como anti-inflamatórios;
– Condições que requerem antibióticos profiláticos, tais como próteses de articulações artificiais ou válvulas.

Para a segurança do paciente, é essencial informar o médico de forma completa e honesta sobre fatores de risco, mesmo que se sinta desconfortável discutindo o assunto. A presença destes fatores dificilmente impede o paciente de receber tratamento cirúrgico para restauração capilar, mas é importante que o médico tenha ciência do risco, para que possa tomar providências necessárias e, em alguns casos, adaptar o tratamento para evitar complicações.

Extraído do site da ABCRC.

Alguma dúvida?

Deixeu seus contato que retornaremos

Rua Restinga, 113 – Cj. 1604 – Tatuapé – São Paulo/SP

contato@amaroepasquarelli.com.br

(11) 2533-6258

(11) 98945-8928

Rua Restinga, 113 – Cj. 1604 – Tatuapé – São Paulo/SP

contato@amaroepasquarelli.com.br

(11) 2533-6258

(11) 98945-8928

Endereço

Rua Restinga, 113 – Cj. 1604 – Tatuapé – São Paulo/SP

Seguir